Se você não está acostumado no assunto, primeiro um aviso: TIC não é um gesto nervoso (sic!), mas sigla de Tecnologia de Informação e Comunicação, ok? rsrsrs
Foi notícia na Agência Brasil: Professores devem ser mais bem preparados para lidar com tecnologia da informação, diz especialista. Comentário feito em evento em Brasília promovido pela Unesco. Parece uma afirmação óbvia, mas nunca é demais dizer.
Em todos os eventos que participei para tratar de tecnologia em sala de aula, inclusive fora do país, sempre acabou com a mesma conclusão: para cada real investido em máquinas e softwares, no mínimo outro real deve ser gasto na formação dos educadores. Infelizmente muitas das tentativas falharam nesse quesito.
Se reparar nos posts abaixo, de maneiras diferentes e situações diferentes, a frase a ser repisada é FORMAR BONS PROFESSORES. Tão simples e tão complicado!
Principais notícias da Educação Brasileira com comentários e discussões que possam gerar...
terça-feira, 27 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Chile aprova mudança de horários de aulas para alunos assistirem à Copa
Notícia de O Estado de São Paulo.
A Câmara dos Deputados do Chile aprovou nesta quinta-feira, 22, um acordo para pedir ao Ministério da Educação a flexibilização dos horários de aula durante a próxima Copa do Mundo, para que os estudantes possam assistir aos jogos da seleção chilena.
Bom estarmos no Brasil, né? Com ou sem lei, o país vai parar durante a copa - não só durante os jogos da seleção brasileira. Aí fico pensando... 200 dias letivos? Como? Aliás, se pensarmos na sociedade, será que temos 200 dias de efetivo trabalho nas empresas, nas fábricas?
Sim, sei que temos até mais que isso, mas... haja feriado, haja comemoração! Bom seria aproveitar o momento e estipular uma nova lei, simples, rápida e curta:
Se o horário oficial é o de Brasília, por que a gente tem que trabalhar na segunda e na sexta? É... só rindo mesmo!
A Câmara dos Deputados do Chile aprovou nesta quinta-feira, 22, um acordo para pedir ao Ministério da Educação a flexibilização dos horários de aula durante a próxima Copa do Mundo, para que os estudantes possam assistir aos jogos da seleção chilena.
Bom estarmos no Brasil, né? Com ou sem lei, o país vai parar durante a copa - não só durante os jogos da seleção brasileira. Aí fico pensando... 200 dias letivos? Como? Aliás, se pensarmos na sociedade, será que temos 200 dias de efetivo trabalho nas empresas, nas fábricas?
Sim, sei que temos até mais que isso, mas... haja feriado, haja comemoração! Bom seria aproveitar o momento e estipular uma nova lei, simples, rápida e curta:
Se o horário oficial é o de Brasília, por que a gente tem que trabalhar na segunda e na sexta? É... só rindo mesmo!
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Repetir até a exaustão: professor é a chave da educação!
Parece que não se cansam de ouvir. Então muitos não se cansam de falar...
O professor é a chave da educação! Sim, há influência da tecnologia, do ambiente, até da genética. Uma escola bem cuidada, bem equipada ajuda.
Mas o essencial é o bom professor! A última confirmação está em O Estado de São Paulo de hoje (23/abr/2010): Professor ruim reprime potencial de bom aluno, mostra estudo.
Se todos sabem que assim é... Por quê continuamos a formar professores como no século passado? Por quê tão pouca valorização para esta profissão (e não falo só em salário)?
Como melhorar educação sem priorizar o professor? Todos falam assim, poucos agem de acordo! Não acha?
O professor é a chave da educação! Sim, há influência da tecnologia, do ambiente, até da genética. Uma escola bem cuidada, bem equipada ajuda.
Mas o essencial é o bom professor! A última confirmação está em O Estado de São Paulo de hoje (23/abr/2010): Professor ruim reprime potencial de bom aluno, mostra estudo.
Se todos sabem que assim é... Por quê continuamos a formar professores como no século passado? Por quê tão pouca valorização para esta profissão (e não falo só em salário)?
Como melhorar educação sem priorizar o professor? Todos falam assim, poucos agem de acordo! Não acha?
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Dois bilhões de laptops podem ser insuficientes para educar
Este é o título de uma matéria publicada pelo portal Terra.
OLPC... Eis um projeto polêmico! Talvez, como tudo que exagere na dose, o projeto precise "cair na real".
Para ficar só no que escreve a reportagem, "O objetivo é permitir que cada uma dos dois bilhões de crianças nos países em desenvolvimento tenha um laptop." Mas, como aliás comenta o próprio título, a notícia continua:
"Ele diz que essas iniciativas se baseiam no mito de que 'a tecnologia é o gargalo, nos países em desenvolvimento'.
Muitas outras coisas também representam gargalos, diz 'entre as quais limitações institucionais, situação econômica, infraestrutura básica de serviços e situação política. E tecnologia tampouco deve ser entendida como sinônimo de educação'."
Ah bom... Voltamos ao problema de formar bons professores, de oferecer condições adequadas na escola, de alimentação aos alunos, de cultura à população, ... Para educar, precisamos gente com ética, que também está em falta!
OLPC... Eis um projeto polêmico! Talvez, como tudo que exagere na dose, o projeto precise "cair na real".
Para ficar só no que escreve a reportagem, "O objetivo é permitir que cada uma dos dois bilhões de crianças nos países em desenvolvimento tenha um laptop." Mas, como aliás comenta o próprio título, a notícia continua:
"Ele diz que essas iniciativas se baseiam no mito de que 'a tecnologia é o gargalo, nos países em desenvolvimento'.
Muitas outras coisas também representam gargalos, diz 'entre as quais limitações institucionais, situação econômica, infraestrutura básica de serviços e situação política. E tecnologia tampouco deve ser entendida como sinônimo de educação'."
Ah bom... Voltamos ao problema de formar bons professores, de oferecer condições adequadas na escola, de alimentação aos alunos, de cultura à população, ... Para educar, precisamos gente com ética, que também está em falta!
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Apostilas ou livros? Restringe ou auxilia?
No início deste mês de abril matéria da Folha de São Paulo (replicada em vários meios de comunicação) davam conta de que "Escolas usam apostilas não avaliadas pelo MEC". Basicamente, o resumo é o seguinte: "Os tradicionais livros didáticos perdem cada vez mais espaço para as apostilas elaboradas por redes de ensino privado."
O que é apostila? O que é livro? O que diferencia apostila de livro? As redes de ensino têm livro ou apostila?
Basicamente, livro é o material com autor(es) conhecido(s), diferente de uma apostila que faz uma colagem de artigos e assuntos; o livro está registrado na Biblioteca Nacional e possui ISBN ( International Standard Book Number ).
Mas, diferentemente do que pensam muitos livro pode ser material "espiralado"! Tudo isto para dizer que antes de mais nada, deve-se perceber que material de redes de ensino pode ser livro e não apostila. Ao menos no caso da Rede Católica de Educação, onde trabalho, é!
Portanto, falamos de "escolas que usam livros não avaliados pelo MEC", ok? Então vejamos as principais críticas ao sistema:
* o sistema pode tirar a autonomia do professor:
Um sistema de qualidade pode até oferecer maior autonomia ao professor, por dar mais clareza ao processo educativo da escola inteira. Querer autonomia do professor, neste caso, parece ser interessante do ponto de vista individual, mas falamos de uma escola inteira! Se a autonomia de cada professor for de fato exercida na escola, haverá uma colcha de retalhos que só prejudicará o ensino. O que pode tirar a autonomia do professor é a má gestão da sala de aula, tanto por ele mesmo como pela escola.
* em alguns casos, dar pouca margem para trabalhar conteúdos regionais:
Acredito que esta afirmação trás um conceito de livro muito atrasado! O livro é um instrumento na mão do professor - somente isso. Um importante instrumento, mas nada além disso. Não cabe ao livro traçar todas as regionalidades ou todas as diferentes características de cada comunidade escolar. Cabe ao professor programar suas aulas para a partir do livro e de outros materiais tratar o diferente quando achar conveniente. Novamente dá autonomia ao professor.
Quanto à falta de avaliação do MEC, de fato, poderia ser interessante que houvesse uma segurança maior. É possível haver material de péssima qualidade sendo usada. Só lembro que o MEC poderia avaliar se assim o quisesse. E também que avaliação do MEC não é necessariamente garantia de qualidade.
Para discutirmos...
O que é apostila? O que é livro? O que diferencia apostila de livro? As redes de ensino têm livro ou apostila?
Basicamente, livro é o material com autor(es) conhecido(s), diferente de uma apostila que faz uma colagem de artigos e assuntos; o livro está registrado na Biblioteca Nacional e possui ISBN ( International Standard Book Number ).
Mas, diferentemente do que pensam muitos livro pode ser material "espiralado"! Tudo isto para dizer que antes de mais nada, deve-se perceber que material de redes de ensino pode ser livro e não apostila. Ao menos no caso da Rede Católica de Educação, onde trabalho, é!
Portanto, falamos de "escolas que usam livros não avaliados pelo MEC", ok? Então vejamos as principais críticas ao sistema:
* o sistema pode tirar a autonomia do professor:
Um sistema de qualidade pode até oferecer maior autonomia ao professor, por dar mais clareza ao processo educativo da escola inteira. Querer autonomia do professor, neste caso, parece ser interessante do ponto de vista individual, mas falamos de uma escola inteira! Se a autonomia de cada professor for de fato exercida na escola, haverá uma colcha de retalhos que só prejudicará o ensino. O que pode tirar a autonomia do professor é a má gestão da sala de aula, tanto por ele mesmo como pela escola.
* em alguns casos, dar pouca margem para trabalhar conteúdos regionais:
Acredito que esta afirmação trás um conceito de livro muito atrasado! O livro é um instrumento na mão do professor - somente isso. Um importante instrumento, mas nada além disso. Não cabe ao livro traçar todas as regionalidades ou todas as diferentes características de cada comunidade escolar. Cabe ao professor programar suas aulas para a partir do livro e de outros materiais tratar o diferente quando achar conveniente. Novamente dá autonomia ao professor.
Quanto à falta de avaliação do MEC, de fato, poderia ser interessante que houvesse uma segurança maior. É possível haver material de péssima qualidade sendo usada. Só lembro que o MEC poderia avaliar se assim o quisesse. E também que avaliação do MEC não é necessariamente garantia de qualidade.
Para discutirmos...
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